quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Liberdade Sufocada

Aonde o vento chega é o limite da atmosfera, o ar que inunda a Terra é barrado nos mais altos céus.
Uma criança que chora, um adulto que reclama, um idoso que murmura...
A paz, ela pode habitar no tumulto e no silêncio, quem tem de aceitá-la é o coração, o que está em mim e em você.
É aquele coração sedento de novas experiências, buscando razões diferentes para bater. O coração que sorri e chora pela saciação e pela fome de viver.
A vida, um circuito que começa e não tem data para acabar, um produto infinito com validade indeterminada.
A vida! A liberdade!
Liberdade, aquela que você olha nos olhos do prisioneiro que é livre de seus preceitos e julgamentos. Liberdade, aquela que você vê na pessoa mais insegura andando livremente pela rua.
A liberdade sufocada está atrás de uma cela, seja nas mãos do prisioneiro ou nos olhos do inseguro.
A liberdade não é tão livre como a verdade e nem tão retraída como a angústia, mas ela é sufocada pelo choro da criança, pela reclamação do adulto e pelo murmurio do idoso.

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