Mentir não é apenas se esconder atrás de uma rocha e esperar que nunca encontrem a verdade, mas, também, é enganar a si mesmo.
Quem sofre mais as consequências não é quem dorme com a ideia errada, ou melhor, enganada. Mas sim, quem não pode se deitar, pois, sua não verdade pode transparecer num simples deslize, ou atitude de arrependimento, que traz consequências correspondentes ao tão cruel feito, mentir.
É mentira que mentir é iludir outra pessoa, mentir é iludir a si mesmo, achar que alguém nunca irá chegar até a rocha onde está escondido o mais puro tesouro, a verdade.
Talvez seu segredo seja uma traição, um simples "fala que não estou", ou até mesmo um crime. Tudo isso pode ser pesado nas costas de outrem, mas onde pesa realmente é na consciência do prisioneiro da verdade.
Assim, o mentiroso sente-se mais forte ou o mais esperto ser do mundo, mentira. Nada mais pacífico que a consciência tranquila, mesmo que as costas estejam cansadas e sangrando de pura veracidade, sem culpa.
O mundo pode ser dos espertos, mas a paz está com aquele que mesmo condenado, deita e dorme com sua mente inocente.
A mentira pode prevalecer, mas a verdade sempre é revelada, mesmo com a sufocação de seu prisioneiro, ela ressurge, então, é mentira.

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